Os corpos infantis nas instituições de acolhimento

The infant bodies in refuge institutions

Los cuerpos infantiles en las instituciones de acogida

Palabras clave: cuerpo, childhood, institution (en_US)
Palabras clave: cuerpo, dispositivo, infancia, institución (es_ES)
Palabras clave: dispositivo, infância, instituição, corpo (pt_BR)

Resumen (es_ES)

En este artículo tenemos como propósito reflexionar sobre las corporalidades de los niños que viven sus infancias en el “Serviço de Acolhimento de Crianças e Adolescentes” en Chapecó-SC-Brasil. La metodología consistió en proposiciones (juegos) organizadas en pequeños grupos, llevada a cabo una vez a la semana, pensadas desde la perspectiva de los propios niños (0 a 6 años). Las acciones han valorado la corporalidad de los niños en su singularidad, experimentadas por otra temporalidad, diferente de los adultos, que tienden a crear modos de subjetivación atravesados por dispositivos para mantener el orden establecido que, a veces, fluctúa entre la resistencia y las normas. Las corporalidades pueden evidenciar exclusión, factor que requiere acciones humanizadoras en relación a los niños que se encuentran en situación de vulnerabilidad social. Las evidencias han demostrado que esos espacios requieren otras lecturas e interpretaciones de los cuerpos infantiles, a veces invisibles, dóciles y/o transgresores.

Resumen (en_US)

In this article our purpose is to reflect on the corporalities of the children who live their childhoods in the “Serviço de Acolhimento de Crianças e Adolescentes” in Chapecó-SC-Brazil. The methodological consisted in propositions (games) organized in small groups, held once a week, thought from the perspective of children themselves (0 to 6 years). The actions valued the corporality of the children in their singularity, experienced by another temporality, different from the adults, who tend to create modes of subjectivation crossed by devices for the maintenance of the established order that, sometimes, oscillates between the resistance and the norms. Corporalities may show exclusion, a factor that requires humanizing actions in relation to children who are in situations of social vulnerability. Evidence has shown that these spaces require further readings and interpretations of infantile bodies, that sometimes are invisibled, docilized and / or transgressors.

Resumen (pt_BR)

Neste artigo temos como propósito refletir sobre as corporalidades das crianças que vivem suas infâncias no “Serviço de Acolhimento de Crianças e Adolescentes” em Chapecó-SC-Brasil. A metodologia consistiu em proposições (brincadeiras) organizadas em pequenos grupos, realizadas uma vez na semana, pensadas a partir da perspectiva das próprias crianças (0 a 6 anos). As ações valorizavam a corporalidade das crianças em sua singularidade, experienciadas por outra temporalidade, diferente dos adultos, que tendem a criar modos de subjetivação atravessados por dispositivos para a manutenção da ordem estabelecida que, por vezes, oscila entre a resistência e as normatizações. As corporalidades podem evidenciar exclusão, fator que requer ações humanizadoras em relação às crianças que se encontram em situação de vulnerabilidade social. As evidências têm demonstrado que esses espaços requerem outras leituras e interpretações dos corpos infantis, por vezes invisibilizados, docilizados e/ou transgressores.

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Biografía del autor/a

Alexandre Paulo Loro, Universidade Federal da Fronteira Sul, Brasil

Pós-doutorando em Ensino na Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR), com estágio realizado na Universidade de Valência (UV). Doutor em Educação Física pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), com Estágio Sanduíche no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra (CES/UC). Mestre em Educação pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Licenciatura Plena em Educação Física (UFSM). Professor Adjunto da Universidade Federal da Fronteira Sul (Campus Chapecó-SC). Professor Credenciado como Membro Permanente do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas (PPGICH/ UFFS), Curso de Mestrado (Campus Erechim-RS). Membro do Grupo de Estudos e Pesquisas em Infâncias, Gênero e Corpo na Educação (GEINC/UFFS).

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Imagem 2. Criança cria caranguejos e pulseiras com massas coloridas de modelar. (Ciudad de Chapecó, 2018) Fonte: Acervo do autor.

Imagem 3. Crianças utilizam as próprias mãos para pintar a tela. (Ciudad de Chapecó, 2018). Fonte: Acervo do autor.

Os corpos infantis nas instituições de acolhimento // Alexandre Paulo Loro

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Cómo citar
Paulo Loro, A. (2020). Os corpos infantis nas instituições de acolhimento . Corpo Grafías Estudios críticos De Y Desde Los Cuerpos, 7(7), 69-80. https://doi.org/10.14483/25909398.15506
Publicado: 2020-01-02
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