DOI:
https://doi.org/10.14483/23464712.22500Publicado:
2025-12-29Percepção, memória e linguagem: processos cognitivos mobilizados na construção e transmissão de conhecimentos etnozoológicos
Perception, memory and language: cognitive processes mobilized in the construction and transmission of ethnozoological knowledge
Percepción, memoria y lenguaje: procesos cognitivos movilizados en la construcción y transmisión de conocimientos etnozoológicos
Palabras clave:
Cognition, Traditional communities, Ethno-knowledge, Ethnozoology (en).Palabras clave:
Cognición, Comunidades tradicionales, Etnoconocimientos, Etnozoología (es).Palabras clave:
Cognição, Comunidades tradicionais, Etnoconhecimentos, Etnozoologia (pt).Descargas
Resumen (pt)
No transcorrer do tempo, as comunidades tradicionais desenvolveram seus próprios sistemas de cognição, fruto da transmissão de conhecimentos no convívio social. Nesse sentido, o presente artigo tem como objetivo descrever como os processos cognitivos estão presentes na construção e na transmissão dos conhecimentos etnozoológicos. Para sua elaboração, realizou-se uma pesquisa bibliográfica de diversas teorias relacionadas aos conhecimentos etnozoológicos e seus fundamentos epistemológicos, assim como alguns processos cognitivos envolvidos na construção desses conhecimentos. Analisou-se, então, a linguagem, a percepção e a memória como processos cognitivos mobilizados na transmissão dos conhecimentos etnozoológicos e o papel destes na construção da memória biocultural das comunidades tradicionais e no compartilhamento entre gerações. Concluiu-se que os processos cognitivos estão presentes e são essenciais em todo o processo de ensino e aprendizagem dos etnoconhecimentos, bem como na sua preservação dentro das comunidades tradicionais. Além disso, os conhecimentos tradicionais fornecem subsídios para o desenvolvimento de conhecimentos científicos.
Resumen (en)
Over time, traditional communities have developed their own cognitive systems, stemming from the transmission of knowledge within social interaction. In this regard, the present article aims to describe how cognitive processes are involved in the construction and transmission of ethnozoological knowledge. For this purpose, a bibliographic review was conducted on various theories related to ethnozoological knowledge and its epistemological foundations, as well as some cognitive processes involved in the construction of such knowledge. Language, perception, and memory were then analyzed as cognitive processes mobilized in the transmission of ethnozoological knowledge and their role in the construction of the biocultural memory of traditional communities and intergenerational sharing. It was concluded that cognitive processes are present and essential throughout the teaching and learning process of ethno-knowledge, as well as in its preservation within traditional communities. Additionally, traditional knowledge provides support for the development of scientific knowledge.
Resumen (es)
A lo largo del tiempo, las comunidades tradicionales han desarrollado sus propios sistemas cognitivos, fruto de la transmisión de conocimientos en la interacción social. En este sentido, el presente artículo tiene como objetivo describir cómo los procesos cognitivos están involucrados en la construcción y transmisión de los conocimientos etnozoológicos. Para su elaboración, se realizó una investigación bibliográfica sobre diversas teorías relacionadas con los conocimientos etnozoológicos y sus fundamentos epistemológicos, así como algunos procesos cognitivos implicados en la construcción de dichos conocimientos. Se analizaron el lenguaje, la percepción y la memoria como procesos cognitivos movilizados en la transmisión de los conocimientos etnozoológicos y su papel en la construcción de la memoria biocultural de las comunidades tradicionales y el compartir de los mismos entre generaciones. Se concluye que los procesos cognitivos están presentes y son esenciales en los procesos de enseñanza y aprendizaje de los etnoconocimientos, así como en su preservación dentro de las comunidades tradicionales. Además, los conocimientos tradicionales proporcionan bases para el desarrollo de los conocimientos científicos.
Referencias
Albuquerque, U. P., & Andrade, L. H. C. (2002). Conhecimento botânico tradicional e conservação em uma área de caatinga no estado de Pernambuco, Nordeste do Brasil. Acta Botanica Brasilica, 16(3), 273–285. https://doi.org/10.1590/S0102-33062002000300004
Allut, A. G. (2001). O conhecimento dos especialistas e seu papel no desenho de novas políticas pesqueiras. En A. C. Diegues (Ed.), Etnoconservação: Novos rumos para a proteção da natureza nos trópicos (2.ª ed., pp. 101–123). Hucitec & NUPAUB.
Almeida, M. C., & Pereira, W. F. (2006). Lagoa do Piató: Fragmentos de uma história. EDUFRN.
Anderson, E. (1996). Ecologies of the heart: Emotion, belief, and the environment. Oxford University Press.
Araújo, M. I., Sousa, S. G. A., & Ramos, E. D. M. (2017). Memórias e saberes nos quintais agroflorestais amazônicos. En Cadernos de Agroecologia (Anais do VI Congresso Latino-americano de Agroecologia; X Congresso Brasileiro de Agroecologia; V Seminário de Agroecologia do Distrito Federal e Entorno). https://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/bitstream/doc/1110077/1/Silas3.pdf
Ausubel, D. P. (2000). Aquisição e retenção de conhecimentos: Uma perspectiva cognitiva. Plátano Edições Técnicas.
Bejarano, M. (2016). La investigación cualitativa. INNOVA Research Journal, 1(2), 1–9. https://doi.org/10.33890/innova.v1.n2.2016.7
Boscolo, O. H., & Rocha, J. A. (2018). Saberes tradicionais e segurança alimentar. En M. Santos & M. Quinteiro (Eds.), Saberes tradicionais e locais: Reflexões etnobiológicas. EdUERJ. https://books.scielo.org/id/zfzg5/pdf/santos-9788575114858.pdf
Bourdieu, P., & Wacquant, L. (1995). Respuestas: Por una antropología reflexiva. Grijalbo.
Brasil. (2007, 7 de fevereiro). Decreto nº 6.040, de 7 de fevereiro de 2007. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/decreto/d6040.htm
Cosenza, R. M., & Guerra, L. B. (2011). Neurociência e educação: Como o cérebro aprende. Artmed.
Costa, L. F. M., & Ghedin, E. (2021). Etnomatemática e seus processos cognitivos: Implicações à formação de professores. Paco Editorial.
Cunha, M. C. da. (2007). Relações e dissensões entre saberes tradicionais e saber científico. Revista USP, (75), 76–84.
Diegues, A. C. (2000). Etnoconservação da natureza: Enfoques alternativos. En A. C. Diegues (Ed.), Etnoconservação: Novos rumos para proteção da natureza nos trópicos. NUPAUB-USP. https://nupaub.fflch.usp.br/sites/nupaub.fflch.usp.br/files/Etnoconservacao%20livro%20completo.pdf
Diegues, A. C. (2001). O mito da natureza intocada (3.ª ed.). Hucitec/USP.
Di Tullio, A. (2005). A abordagem participativa na construção de uma trilha interpretativa como uma estratégia de educação ambiental em São José do Rio Pardo-SP [Tese de doutorado, Universidade de São Paulo]. https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/18/18139/tde-19012006-113913/pt-br.php
Eyssartier, C., et al. (2010). Traditional horticultural knowledge change in a rural population of the Patagonian steppe. Journal of Arid Environments, 75, 78–86. https://doi.org/10.1016/j.jaridenv.2010.09.006
Fonseca, J. J. S. (2002). Apostila de metodologia da pesquisa científica. UEC.
González, B., & León, A. (2013). Procesos cognitivos de la prescripción curricular a la praxis educativa. Revista de Teoría y Didáctica de las Ciencias Sociales, (19), 49–67. https://www.redalyc.org/pdf/652/65232225004.pdf
Goody, J., & Watt, I. (2006). As consequências do letramento. Ed. Paulistana.
Krzyszak, F. (2016). As diferentes concepções de meio ambiente e suas visões. Revista de Educação do IDEAU, 11(23), 1–17. https://www.passofundo.ideau.com.br/wp-content/files_mf/037781a20b7271d160dc922d7d1b9c44355_1.pdf
Leite, J. C., & Leite, E. F. (2012). Saber formal e saber local: Convergências e assimetrias. Ciências & Cognição, 17(2), 135–154. http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1806-58212012000200011
Lima, T., & Mioto, R. (2007). Procedimentos metodológicos na construção do conhecimento científico: A pesquisa bibliográfica. Revista Katálysis, 10(esp.), 37–45. https://doi.org/10.1590/S1414-49802007000300004
Marques, J. G. W. (2002). O olhar (des) multiplicado: O papel do interdisciplinar e do quantitativo na pesquisa etnobiológica e etnoecológica. En Métodos de coleta e análise de dados em etnobiologia, etnoecologia e disciplinas correlatas. UNESP/CNPq.
Maturana, H. R. (2001). Cognição, ciência e vida cotidiana. Editora da UFMG.
Medeiros, M. T., & Albuquerque, U. P. (2012). Dicionário brasileiro de etnobiologia e etnoecologia. SBEE/NUPEEA.
Morin, E. (2005). Ciência com consciência (M. D. Alexandre & M. A. S. Dória, Trads.; 8.ª ed.). Bertrand Brasil.
Muszkat, M., & Mello, C. B. D. (2009). Neurodesenvolvimento e linguagem. En T. Barbosa, C. C. Rodrigues, & C. B. D. Mello (Eds.), Temas em dislexia. Artes Médicas.
Navarro, R. M. (2008). Procesos cognitivos y aprendizaje significativo. Consejería de Educación, Comunidad de Madrid. http://www.madrid.org/bvirtual/BVCM001796.pdf
Oliveira, A. (2020). Etnozoologia: Uma ciência voltada para a conservação da biodiversidade [Dissertação de mestrado, Universidade Estadual de Goiás]. https://www.bdtd.ueg.br/handle/tede/524
Oliveira, N. A. S. D. (2006). A educação ambiental e a percepção fenomenológica, através de mapas mentais. REMEA – Revista Eletrônica do Mestrado em Educação Ambiental, 16, 32–46. https://doi.org/10.14295/remea.v16i0.2779
Organización Mundial de la Propiedad Intelectual. (2012). Propiedad intelectual y recursos genéticos, conocimientos tradicionales y expresiones culturales tradicionales. Autor. https://www.wipo.int/edocs/pubdocs/es/wipo_pub_933_2020.pdf
Overal, W. L. (1990). Introduction to ethnozoology: What it is or could be. En Ethnobiology: Implications and applications. Edições Técnicas.
Pasquali, L. (2019). A percepção como processo psicológico. En L. Pasquali, Os processos cognitivos (1.ª ed.). Vetor Editora.
Pinker, S. (2002). O instinto da linguagem: Como a mente cria a linguagem. Martins Fontes.
Pinker, S. (2008). Do que é feito o pensamento: A língua como janela para a natureza humana. Companhia das Letras.
Pinto, L. C. L. (2011). Etnozoologia e conservação da biodiversidade em comunidades rurais da Serra do Ouro Branco, Minas Gerais [Dissertação de mestrado, Universidade Federal de Ouro Preto]. https://www.repositorio.ufop.br/handle/123456789/2136
Polanyi, M. (1966). The tacit dimension. Anchor Books.
Posey, D. A. (1992). Etnobiologia e etnodesenvolvimento: Importância da experiência dos povos tradicionais. En Anais do Seminário Internacional sobre Meio Ambiente, Pobreza e Desenvolvimento da Amazônia.
Santos, B. S. (2008). Um discurso sobre as ciências (5.ª ed.). Cortez Editora.
Santos, B. S. (2009). Epistemologias del Sur. Siglo XXI.
Santos-Fita, D., & Costa-Neto, E. (2007). As interações entre os seres humanos e os animais: A contribuição da etnozoologia. Biotemas, 20(4), 99–110. https://periodicos.ufsc.br/index.php/biotemas/article/view/20624
Silva, J., & Ramos, M. (2019). Conhecimentos tradicionais e o ensino de ciências na educação escolar quilombola: Um estudo etnobiológico. Investigações em Ensino de Ciências, 24(3). http://dx.doi.org/10.22600/1518-8795.ienci2019v24n3p121
Silva, Z. da. (2019). Etnozoologia na conservação da fauna silvestre: Um estudo no parque nacional das Quirimbas em Moçambique. En Avanços da Zoologia no Século XXI. Edição dos autores. https://www.researchgate.net/profile/Bruno-Barbosa/publication/339956268_Avancos_da_Zoologia_no_Seculo_XXI/links/5e6fcbc6a6fdccc06e9481de/Avancos-da-Zoologia-no-Seculo-XXI.pdf
Sternberg, R. J. (2010). Psicologia cognitiva. Cengage Learning.
Sternberg, R. J., & Sternberg, K. (2016). Psicologia cognitiva. Cengage Learning.
Strachulski, J. (2017). Ciência e conhecimento tradicional: A (re)aproximação entre saberes. Revista Contribuciones a las Ciencias Sociales. https://www.eumed.net/rev/cccss/2017/03/ciencia-saberes.html
Toledo, V. M. (2005). La memoria tradicional: La importancia agroecológica de los saberes locales. Leisa Revista de Agroecología, 20(4), 16–19. https://scholar.google.com.br/scholar?hl=pt-BR&as_sdt=0%2C5&q=TOLEDO%2C+V.M.+%282005%29%2C+%C2%ABLa+memoria+tradicional%3A+la+importancia+agroecol%C3%B3gica+de+los+saberes+locales%2C+LEISA+Revista+de+Agroecolog%C3%ADa+20+%284%29%2C+16-19.&btnG=
Toledo, V. M., & Barrera-Bassols, N. (2015). A memória biocultural: A importância ecológica das sabedorias tradicionais. Expressão Popular.
Turri, J. (2012). Is knowledge justified true belief? Synthese, 184(3), 247–259. https://philarchive.org/archive/TURIKJ
UNESCO. (1996). Nuestra diversidad creativa: Informe de la Comisión Mundial de Cultura y Desarrollo. ONU-UNESCO. https://oibc.oei.es/uploads/attachments/125/nuestra_diversidad.pdf
UNESCO. (2021). Sistemas de conhecimentos locais e indígenas. https://en.unesco.org/links
Valladares, L., & Olivé, L. (2015). ¿Qué son los conocimientos tradicionales? Apuntes epistemológicos para la interculturalidad. Cultura y Representaciones Sociales, 10(19), 61–101. http://www.scielo.org.mx/scielo.php?pid=S2007-81102015000200003&script=sci_arttext
Valdanha-Neto, D., & Jacob, P. R. (2021). Etnoconservação e educação ambiental no Brasil: Resistências e aprendizagem numa comunidade tradicional. Praxis & Saber, 12(28), 70–87. https://doi.org/10.19053/22160159.v12.n28.2021.11443
Vargas, E. F., Logacho, G., & Molina, L. (2019). La memoria y su importancia en los procesos cognitivos en el estudiante. Atlante Cuadernos de Educación y Desarrollo, 1–11. https://www.eumed.net/rev/atlante/2019/08/memoria-importancia-estudiante.html
Vygotsky, L. S. (1991). Pensamento e linguagem. Martins Fontes.
Villoro, L. (1982). Creer, saber y conocer. Siglo XXI.
Virtanen, I. (2010). Epistemological problems concerning explication of tacit knowledge. Journal of Knowledge Management Practice, 11(4), 1–13. http://www.tlainc.com/articl246.htm
Xavier, P. M. A., & Flôr, C. C. C. (2015). Saberes populares e educação científica: Um olhar a partir da literatura na área de ensino de ciências. Ensaio: Pesquisa em Educação em Ciências, 17(2), 308–328.
Zanini, A. M., et al. (2021). Estudos de percepção e educação ambiental: Um enfoque fenomenológico. Ensaio: Pesquisa em Educação em Ciências, 23. https://doi.org/10.1590/1983-21172021230127
Cómo citar
APA
ACM
ACS
ABNT
Chicago
Harvard
IEEE
MLA
Turabian
Vancouver
Descargar cita
Licencia
Derechos de autor 2025 Autor y Góndola. Enseñanza y Aprendizaje de las Ciencias

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución-NoComercial-SinDerivadas 4.0.
Góndola, Ens Aprend Cienc. es una publicación de acceso abierto, sin cargos económicos para autores ni lectores. La publicación, consulta o descarga de los contenidos de la revista no genera costo alguno para los autores ni los lectores, toda vez que la Universidad Distrital Francisco José de Caldas asume los gastos relacionados con edición, gestión y publicación. Los pares evaluadores no reciben retribución económica alguna por su valiosa contribución. Se entiende el trabajo de todos los actores mencionados anteriormente como un aporte al fortalecimiento y crecimiento de la comunidad investigadora en el campo de la Enseñanza de las Ciencias.
A partir del 01 de diciembre de 2018 los contenidos de la revista se publican bajo los términos de la Licencia Creative Commons Atribución–No comercial–Compartir igual 4.0 Internacional (CC-BY-NC-SA 4.0), bajo la cual otros podrán distribuir, remezclar, retocar, y crear a partir de la obra de modo no comercial, siempre y cuando den crédito y licencien sus nuevas creaciones bajo las mismas condiciones.
Los titulares de los derechos de autor son los autores y la revista Góndola, Ens Aprend Cienc. Los titulares conservan todos los derechos sin restricciones, respetando los términos de la licencia en cuanto a la consulta, descarga y distribución del material.
Cuando la obra o alguno de sus elementos se halle en el dominio público según la ley vigente aplicable, esta situación no quedará afectada por la licencia.
Asimismo, incentivamos a los autores a depositar sus contribuciones en otros repositorios institucionales y temáticos, con la certeza de que la cultura y el conocimiento es un bien de todos y para todos.


















