DOI:
https://doi.org/10.14483/22486798.23955Publicado:
2025-06-23Edição:
v. 30 n. 1 (2025): Lenguaje, sociedad y escuelaSeção:
EditorialRetos ético-políticos y sentido en la era de la inteligencia artificial: entre palimpsestos y ciudadanía digital
Ethical and political challenges and meaning in the age of artificial intelligence: between palimpsests and digital citizenship
Desafios ético-políticos e sentido na era da inteligência artificial: entre palimpsestos e cidadania digital
Palavras-chave:
Artificial intelligence, Ethics, Education, Meaning, Digital careizenship (en).Palavras-chave:
Inteligencia artificial, Ética, Educación, Sentido, Ciudadanía digital (es).Palavras-chave:
Inteligência artificial, Ética, Educação, Sentido, Cuidadania digital (pt).Downloads
Resumo (es)
La Editorial reflexiona sobre los retos ético-políticos que trae consigo la inteligencia artificial (IA) en la producción de sentido, la comunicación, la educación y la vida social. Partiendo de la noción de palimpsesto, se argumenta que la IA no genera significados desde cero, sino que reescribe y resignifica capas previas de cultura, historia y conocimiento, lo que transforma las nociones de autoría, agencia y verdad. En este contexto, el aula debe ser un espacio ético, creativo y afectivo que promueva el pensamiento crítico y la “cuidadanía” digital, resistiendo la estandarización algorítmica. Adicionalmente, se estaca que la IA amplía las capacidades técnicas, pero también representa riesgos: pérdida de sentido humano, reproducción de desigualdades, manipulación y cosificación. Urge entonces una ética adaptativa que regule su desarrollo, con participación interdisciplinar y una gobernanza orientada al bien común. Se subraya que no basta con legislar; es necesario repensar la relación entre humanidad y tecnología desde una perspectiva ontológica, epistémica, estética y política. Finalmente, se retoma el mito del phármakon de Platón para advertir que la tecnología, como la escritura, puede ser remedio o veneno. Frente a ello, se propone una mayéutica situada que fomente el diálogo auténtico y el autoconocimiento, y se hace un llamado colectivo a imaginar una IA al servicio de la dignidad humana, la justicia y la convivencia democrática.
Resumo (en)
This editorial reflects on the ethical-political challenges posed by artificial intelligence (AI) in the production of meaning, communication, education, and social life. Drawing on the notion of the palimpsest, it argues that AI does not generate meaning from scratch; rather, it rewrites and re-signifies prior layers of culture, history, and knowledge, thereby transforming traditional understandings of authorship, agency, and truth. Within this framework, the classroom should be conceived as an ethical, creative, and affective space that fosters critical thinking and digital “careizenship”, resisting the algorithmic standardisation of discourse. Furthermore, the text highlights that while AI expands technical capacities, it also introduces significant risks: the loss of human meaning, the reproduction of social inequalities, manipulation, and the objectification of individuals. This context calls for an adaptive ethics capable of guiding AI’s development through interdisciplinary collaboration and governance aimed at the common good. It emphasises that legislation alone is insufficient; instead, we must rethink the relationship between humanity and technology through ontological, epistemic, aesthetic, and political lenses. Finally, the Platonic myth of the phármakon is revisited to suggest that, like writing, technology can act as both remedy and poison. In response, the editorial proposes a situated maieutics—a practice that encourages authentic dialogue and self-knowledge—and calls for a collective reimagining of AI as a tool in service of human dignity, justice, and democratic coexistence.
Resumo (pt)
Reflete-se sobre os desafios ético-políticos trazidos pela inteligência artificial (IA) na produção de sentido, na comunicação, na educação e na vida social. A partir da noção de palimpsesto, argumenta-se que a IA não gera significados do zero, mas reescreve e ressignifica camadas prévias de cultura, história e conhecimento, transformando, assim, as noções de autoria, agência e verdade. Nesse contexto, a sala de aula deve ser concebida como um espaço ético, criativo e afetivo que promova o pensamento crítico e a “cuidadania” digital, resistindo à padronização algorítmica. Além disso, destaca-se que, embora a IA amplie as capacidades técnicas, ela também representa riscos: perda do sentido humano, reprodução de desigualdades, manipulação e coisificação. Torna-se, portanto, urgente uma ética adaptativa que regule seu desenvolvimento, com participação interdisciplinar e uma governança orientada ao bem comum. Ressalta-se que não basta legislar; é necessário repensar a relação entre humanidade e tecnologia a partir de perspectivas ontológica, epistêmica, estética e política. Por fim, retoma-se o mito do phármakon de Platão para advertir que a tecnologia, como a escrita, pode ser remédio ou veneno. Diante disso, propõe-se uma maiêutica situada que favoreça o diálogo autêntico e o autoconhecimento, e faz-se um chamado coletivo para imaginar uma IA a serviço da dignidade humana, da justiça e da convivência democrática.
Referências
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